Há um limite
25/mai
Eu acredito que as pessoas têm o direito de fazerem o que bem entenderem, pois não é da minha conta o que elas estão fazendo da vida delas e, se isso não afeta a minha, então não tenho porque me preocupar. Nem sempre.
Começar escrevendo algo já com uma contradição é complicado, mas eu explico. Here’s the problem. Digamos que eu conheça a pessoa X e essa pessoa, nos últimos meses, tem se aproximado de mim cada vez mais. Dividimos nossos pensamentos e idéias, fazemos planos, saímos com os amigos e, no geral, realmente nos damos muito bem. Até aí, tudo bem.
Entretanto, por estarmos sempre próximos um do outro, podemos analisar o comportamento da outra pessoa de uma forma muito mais crítica do que um simples amigo e, conseqüentemente, há coisas que agradam e que, infelizmente, desagradam. Uma pessoa que é cheia de amigos, popular, bonita e, acima de tudo, inteligente não precisa passar o dia na frente do computador cultuando amizades que (vou me contradizer novamente, mas depois eu explico) não se sabe bem como surgiram e não possuem o mesmo valor de uma amizade real.
Deixa eu explicar o que eu quis dizer com a contradição do parágrafo anterior. Tenho amigos na Internet e, alguns deles, considero realmente amigos, mesmo nunca tendo visto eles pessoalmente. Acredito que sim, é possível haver uma amizade entre duas pessoas que nunca se viram, mas discordo plenamente quando essa amizade passa a ser mais importante que as outras que a pessoa tem pessoalmente. Como perceber isso? Bem, hoje eu tive que deixar essa pessoa na frente do computador fazendo algo que ela escolheu fazer, pois não era nenhuma obrigação, e fui ver os amigos que fiz por causa dessa mesma pessoa.
Situação irônica e, sinceramente, chata. Eu perdia horas na frente do computador há uns dois ou três anos atrás, mas eu recém tinha saído da adolescência. Essa pessoa tem a mesma idade que eu, deu um sermão sobre responsabilidade nos amigos na noite anterior e, em casa, age de uma forma completamente diferente. Digo isso porque, por causa das coisas que ela anda fazendo, os compromissos dela, e os meus também, ficam pra mais tarde.
Novamente, não gosto de dar palpites sobre a vida dos outros, mas quando uma vida atrapalha a minha e me obriga a passar por momentos que eu considero ridículos, bem, tem alguma coisa errada aí. Costumo analisar as pessoas e as reações delas, mas parece que alguém não está nem aí para as minhas atitudes e isso não é legal, pois não parece que estamos tão próximos como eu havia dito anteriormente. Claro, já ouvi muito sobre a tal da privacidade em um relacionamento, mas um momento desses durar sete horas em um único dia, sendo que durante esse tempo amigos nos convidaram pra sair e eu tive que ir sozinho, é algo que não me agrada de forma alguma.
Eu tenho algo que eu costumo chamar de “desejo inconsciente” e que tem funcionado muito bem nos últimos tempos, mas não vou explicar aqui é isso. Eu só espero que a situação mude nos próximos dias e que o esforço da pessoa X tenha sido inteiramente em vão. Eu sei que ela não vai ler isso, então não tem problema.
Tags: Amizades, Internet, Limite, Personalidade, Problema Escrito domingo, dia 25 de maio de 2008, às 1:35, na(s) categoria(s) Blog. Você pode acompanhar os comentários deste artigo através do feed RSS 2.0. Você também pode comentar, ou utilizar o trackback do seu site.
Comente sobre o que você acabou de ler